Dia desses estive
pensando. Pensando nos amores passados. Amores não, não foi amor. Pensando nos
começos de sentimento.
Tentei entender o
porquê de tudo sempre dar errado. Desisti. Na minha auto reflexão notei que simplesmente
não tenho respostas. Não tenho um feedback. Sabe o quanto é difícil acumular
mágoas porque sempre após o fim você simplesmente desliga o telefone e chora,
ao invés de pedir explicações?
Eu sou assim.
Quando é ruim, mal construído, quando acaba eu não sei protestar. Não sei
gritar e dizer “MAS EU NÃO FUI SUFICIENTE?”. Essa falta de sal, essa falta de
senso, essa falta de vontade de viver me torturou, me tortura. E é por isso que
consigo lembrar de alguém que me largou há dois anos atrás sem pestanejar. Não
pedi explicações. Não sei se sou culpado e isso me corrói. Me tortura. Me deixa
incapaz. E sempre quando conheço alguém novo e possivelmente especial me vem a
tona que talvez eu enjoe a todos, deprima a todos, chateie a todos, faça todos
fugirem.
Gostaria de
respostas. Saber em qual parte foi o problema, se rolou um “não é você, sou eu”,
se posso ser especial. Se um dia a corrosão acabar, se a auto confiança dominar,
talvez eu pare de ter esses delírios e mantenha de uma vez por todas aqueles
tais bem escondidos no fundo do guarda-roupa.
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