quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Eu não me arrependo

   Eu não me arrependo do que fiz, eu não me arrependo de quem amei. Posso ter alguns arrependimentos passageiros e superficiais, mas a confluência de amor e arrependimento não andam juntos comigo. Meu coração está pesado agora, e a decepção toma conta de mim. As lágrimas que meus olhos carregam nesse momento nem se quer imaginei ser capaz de produzi-las. Mas sou fraco, estou fraco e sensível e consigo ver que meu emocional ainda é leve como uma pena.
   Escrevo esse texto, mais uma vez carregado de subjetividade, para mim mesmo. Como os outros, sempre mal escritos e mal revisados, apenas quero me exorcizar desse medo. Eu confiei e confiei muito, e sempre faço isso, deposito meu amor e minha vida em uma conta falha e humana. Como disse, não me arrependo, mas acredito que eu poderia tomar rumos menos dolorosos. Hermético eu não sou, e se antes julgava os que eram , hoje os admiro e invejo. Bloqueados dessa dor térrea e mortal. Fechados para aqueles que posteriormente causarão feridas.
   O medo do futuro agora é devastador, e eu sei que tudo isso será passado em breve, e que me tornarei outra pessoa, com novos objetivos, mas por agora a decepção dói, a noção de uma possível perda é amarga e eu quero desesperadamente voltar a um estágio feliz, onde nós éramos felizes e simplesmente nos amávamos.
   As linhas borradas continuam, e meu borro de vida está aqui mais uma vez gritando e usando minhas mãos para se expressar. 

sábado, 19 de outubro de 2013

Você artista, eu poesia

   Eu não tenho você, ninguém tem. Você se esvai por entre minhas mãos como areia, como água, como sonhos. Eu amo você como um dia de sol, não muito quente, apenas bom. Eu amo você com todo o amor que existe no mundo, mas você não é meu. Você é de você mesmo, de sua vontade de sair pelo mundo com seus all star surrados e um sorriso incrivelmente espontâneo. Eu fico feliz ao pensar nisso, que amo alguém desprendido de qualquer convenção comum, de qualquer preocupação térrea, de qualquer coisa temporal. Você é assim, maior que as estrelas, mais intenso que a maré forte batendo nas rochas, mais brilhante que diamantes, como esses que carrega nos braços, todos os dias de forma natural. Sabe bem que eles são apenas um pouco do que pode brilhar, onde pode chegar.
   Existirá um dia em que você e eu não nos falaremos mais. Existirá um dia que você será um buraco no meu coração. Existirá um dia que outro alguém receberá o seu “eu te amo”. Eu sei que sim, sei que você nasceu pra ter amores inventados, loucos e intensos, de um fim de semana qualquer, em um lugar bonito qualquer. Eu não sou assim, eu provavelmente estarei em busca de algo que me leve mais longe, enquanto você irá sempre buscar mais uma história. Não estou te condenando. Você só é muito melhor do que eu, só é alguém com uma alma muito mais livre, bondosa, quente e que sempre terá um magnetismo forte e único.
    Faça da sua vida uma arte, amor. Você nasceu para isso, sabe disso. Sabe que está no seu sangue, na sua alma, nos seus olhos, em tudo que você faz. Use esse exagero para fazer cor nas ruas e no sorriso das pessoas. No meu já está fazendo, mesmo nos momentos mais sombrios. Mais uma vez; eu amo você por agora. Não sei no futuro, não sei até quando. Acho que para sempre, mas não mais profano palavras. De qualquer maneira, um dia sua ausência será dor, mas será poesia, porque você querido, fez de mim sua arte e só sua. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A tentar

   Eu tenho medo do vento. Eu tenho medo quando o vento sopra forte na minha janela. Eu tenho medo de muitas coisas, e estou com medo agora. Simplesmente não sei de onde vem, e quando vai embora. É uma daquelas sensações estranhas, que eu conectado sempre com meu lado mais emotivo e vulnerável, tenho o desprazer de sentir. Minha montanha russa não está nos altos e baixos agora, está em combustão. Desenfreadamente ardendo por todo percurso.
   É um embaralho só, meu âmago de pétalas de flores. Estou com medo do que pode vir, estou com medo de nunca dar certo. Estou com medo de que minha auto confirmação de que sou uma cópia, inútil, sem talento e sem qualidades se confirme. Minha própria máscara de auto confiança se desfaça no soprar do vento que aflige minha janela agora.
   Por favor, que isso seja passageiro, que um dia eu possa quem sabe viver um amor, sem que eu estrague tudo com crises desnecessárias, ou que pelo menos apareça algo para me abalar. Eu queria desesperadamente ser minha janela agora, e ser açoitado pelo vento. Sentir dor é melhor do que não sentir nada. E eu não sinto nada há muito tempo. Se seu buraco no coração anda maior a cada dia que passa, a cada dia que amanhece, ore por uma tempestade em sua vida. Parece burrice pedir algo assim, mas só com muita mudança eu posso sair desse limbo paralitico que estou agora, só assim posso ter esperanças. É pedir muito? Eu estou aqui, vivo, esperando, morrendo.
   Vamos sair hoje a noite, vamos mais uma vez tentar nos emocionar, nos tocar com algo divertido ou apaixonante. Os excesso de drama são normais, e os amo também, pois me permitem saber que ainda tenho alma, que ainda sou quente por dentro, que ainda basta tentar. Tentar. Esse texto parece apenas o “mal amor” de alguém mal amado, talvez seja isso. Talvez eu seja isso. Mas estou aqui, de qualquer maneira, a tentar. Eu conheço um lugar, onde o sol demora mais pra se por, e quero ser feliz lá. Um dia. 

domingo, 22 de setembro de 2013

Pós Festa

   Estou nu no meu banheiro agora, sozinho em casa. A playlist “shower” não está tocando, esse é um daqueles banhos de reflexão. Eu não morri na quinta e ontem aconteceu a festa. Fui. Me diverti, bebi, beijei, vomitei. Eu adorei é claro, as músicas, os corpos desconexos com a mente na pista de dança, a transpiração tornando-se sexy. Minha reflexão de agora não é nada sobre como as pessoas são fúteis, ou coisas assim, porque olha só, eu também sou, fui numa festa com o intuito de transar e ficar bêbado. Isso simplesmente não soa poético.
   Tá, esse momento pensando agora é sobre você. Antes de entrar naquele carro que me levaria para uma noite totalmente louca eu me machuquei. Mas simplesmente ignorei, e esqueci pelas oito horas da festa, e mais as seis que dormi. Agora não dá mais, eu estou mal. É pelo pós festa, é pela minha voz morta e a cabeça explodindo. Porém também é por você. Maldito. Me sinto um lixo agora, um caco de pessoa, que só consegue ficar com alguém numa festa, sem emoção nenhuma, só o pau falando mais alto dentro da melhor cueca possível.  Eu não sou poético, eu não sou um artista, eu não sou arte. Estou triste, estou – mesmo que isso soe totalmente ridículo – ferido. Sim, e não quero pensar, mas estou vivo, e é o que fazemos, infelizmente. Eu tenho que parar, eu prometi que ia parar de escrever sobre você. Posso falar sobre minhas crises existências, mas falar de você é pedir pra escrever um texto ruim, com uma carga dramática pesada demais. Veja onde estamos, perdidos nesse tempo e espaço, e eu não faço a menor ideia do que virá. Estou com medo, estou com raiva, e não quero nunca mais falar com você, te ver, ouvir sua voz.
    Eu quero que você desapareça da minha vida e seja feliz em outro lugar. Eu quero parar com a minha própria superficialidade, crescer como pessoa e ser como você. Fazer arte. E mesmo que me tenhas fodido milhões de vezes, agora tudo é uma tela sua. Você me transformou em sua arte, você acabou com minha vida.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A festa de sábado aconteceria?

   Já passa da meia noite e eu tive um inquietamente pensamento, que me fez levantar e acender meu abajur. Meus olhos agora ardem sob a luz do computador e só consigo pensar, se eu morresse agora, na madrugada de uma quinta feira, a festa de sábado aconteceria? As pessoas com quem gosto de conversar, e me sinto bem, sairiam para badalar no fim de semana? Me corroeram essas perguntas, e só consigo pensar num franco “sim”. Elas iriam, mas claro que não todas, as que eu sempre achei superficiais, mas apesar de tudo legais, iriam ao meu velório, mas não perderiam a oportunidade de beber e se pegarem no sábado. Meus amigos mais próximos, e amigos mesmo não iriam, ainda não acreditariam na minha repentina morte dias atrás. Além disso, pensei em como repercutiria tal situação, se sairia nas rádios locais, como a notícia de uma morte súbita de um adolescente aos 17 anos, ou uma simples nota de falecimento da minha funerária. Pensei em como chegaria aos meus amigos mais distantes, imagino eles vendo os recados nas redes sociais, de como vou fazer falta, ou de como não era próximo da pessoa, mas é terrível o que aconteceu comigo. Os amigos de longe ficariam perplexos com isso, mas algum dos amigos que me viu frio no caixão contaria para eles que eu havia morrido. Os imagino na frente do computador, estagnados, não acreditando em tais palavras, arrastando a cadeira do computador em indignação e por fim as lágrimas correndo. Na conjectura da minha morte, pensei ainda se na sexta haveria aula, se minha terrível diretora declararia luto em minha homenagem, se a escola inteira saberia exatamente quem eu sou, ou se simplesmente ficariam tentando lembrar “mas quem era ele?”. Eu sei, isso é em demasia ruim, pensar no seu sucesso após a morte, quantos downloads a minha história trágica receberia no Itunes. Como surgiu, aparentemente esqueci, eu apenas sei que gostaria de saber se eu morresse hoje, a festa de sábado aconteceria?

domingo, 18 de agosto de 2013

Destinados?

   Talvez eu deva escrever sobre isso, você sabe, eu só escrevo o que eu sinto vontade. Eu estou com vontade agora, mas acima de tudo estou com vontade de você. Eu, depois desse tempo todo percebi o quanto eu te amo, o quanto eu quero você na minha vida. Eu nunca, nem nos meus maiores devaneios imaginei que pudesse ser tão apaixonado assim. Eu me culpava e ficava com medo do caminho que isso podia tomar, porque de certa forma eu sou ferido e todo inseguro, com medo da vida e do que ela pode me dar – ou tirar. Porém você é bom nisso, é bom em sugar inseguranças, colocar no lugar esperança e amor. Estou assim agora, o medo desvaneceu, o amor está mais intenso do que nunca. E eu quero você. E mesmo que isso me leve a um caminho sem volta, vai ser melhor do que não te ter. Eu compreendi que quando se ama alguém, não deve deixar isso passar. E você e eu, nós nascemos para brilhar juntos. Estou interessado em saber do futuro, as experiências que teremos, o sexo que viveremos, o amor compartilhado, e mesmo que aja – e existirá – brigas e incompreensão, no fim estaremos juntos. Deus talvez seja a figura mais sacana de todas, mas acima de qualquer temor eu sinto que estamos destinados a ficar juntos, e se eu estiver errado, que o meu lado sentimental e atemporal seja retirado de mim. O que eu sinto agora, depois da noite de introspecção de ontem é a certeza de que você me ama, de que você vai cuidar de mim, e eu de você; curar suas feridas, estar com você e nós dois juntos nos transformarmos nas pessoas felizes que agora eu vejo com clareza, estamos destinados a ser. 

domingo, 4 de agosto de 2013

Trauma

  Me peguei pensando em nós hoje, digo, no que a gente foi. Não muita coisa eu sei, e isso já faz um ano. Um ano completo que, se nós nos falamos, foi de uma maneira totalmente fria. Naquele agosto passado, em que nos conhecemos, você foi doce, gentil, fácil de conversar. Interessante e me arrisco a dizer, apaixonante. Naquele curto agosto, eu tentei sentir algo que eu estava fadado a não esquecer, eu tentei viver algo que até agora, meses e meses depois, ainda estou tentando sentir. Você apareceu em um momento sombrio da minha vida, eu estava carente, me sentindo só, afastado das pessoas. Você surgiu e me resgatou, mesmo que não soubesse, ou nem mesmo quisesse. Hoje, doze meses depois, me lembro daquele inverno. E tento criar teorias e teorias para minha falta de amor e esse vazio todo. Não me entenda mal, eu nunca te amei, eu nunca me apaixonei por você, eu queria muito isso, mas não aconteceu, mas a vida não se resume entre quem você se apaixonou ou não. Você foi especial. E me machucou, mesmo que eu não te amasse, quando você partiu de mim. Nesse agosto atual, eu estou só novamente, sem muita perspectiva também. Talvez mais maduro, não, com certeza mais maduro, mas ainda só. E eu decidi olhar o que a gente conversava. Olhei, e vi que nunca mais falei assim com ninguém, eu não entendi, mas parecia impossível. Então, entendi, ou pelo menos acredito que sim. Você me traumatizou. Estou meio perdido agora, longe de encontrar alguém especial, impossibilitado, eu não consigo e acho que a culpa é toda sua. Hermético. Não ando por aí depressivo ou triste, mas ando com um trauma de pessoas que se mostram interessadas em mim. É possível que isso aconteça de novo? Você, por mais que tenha desistido, fazia bem. Se isso acontecer, não cometerei os mesmos erros, se o trauma permanecer, eu não sei. Talvez eu morra, talvez eu viva a vida normalmente. Sem essa excitação que aconteceu naquele agosto.

“Você só me fez mudar,
Mas depois mudou de mim”.

domingo, 28 de julho de 2013

Ventos da mudança

   Estava pensando hoje sobre o ano passado, um ano incrível. Nas pessoas que conheci, nos lugares que fui. Sabe quando um ano já começa bom? E parece que só vai melhorar? A minoria dos anos é assim, sejamos francos, mas vendo o mar pela primeira vez eu só podia pensar que coisas boas estariam por vir. E estiveram. Meu contato com a noite, sempre cheio de resguardos, foi aumentando, até ela se tornar uma companheira, até eu querer tira-la para dançar. Pelas pessoas que conheci, foi maravilhoso também, pessoas que me levaram a um limite que eu não sabia ser capaz de atingir. Hoje, olho com saudades pra tudo, pra tudo que fiz, e agora quebrei tabus para fazer novamente. Pessoas que amei, amo e me marcaram intensamente, o quanto eu cresci. Todo mundo muda, mas nesse um ano talvez, eu tenha sofrido a minha maior mudança, em tão pouco tempo. Obrigado. É isso que eu digo, por mais que tenha me aproximado de coisas ruins também, eu sou alguém melhor agora, e aprendi que sempre devemos desejar o futuro, mas saber aproveitar o presente. Esse gostinho de coisa nova do ano passado, ele não está mais agora, pois já me acostumei com essa nova pele, mas a partir dessas mudanças eu saberei quando aproveitar as novas chegadas, de pessoas, de amores, de curtição sem limites e de responsabilidade também. Ano passado foi o novo, o criativo, o divertido, esse ano é o momento de espera, de ócio, de olhos parados. Estou em espera, ou melhor, estou à procura. Estou encontrando a vida a cada novo passo, e ela me encontra a cada novo sorriso, mas nós dois sabemos, que isso ainda é pequeno, e que grandes mudanças, mais cedo ou mais tarde, virão, porque nós, nós fomos feitos pra mudar.

Eu não sei amar

   Eu não sei amar. Isso é fato. Há um bilhão de coisas que penso sobre amor, e quero agir a respeito dele, mas definitivamente não sei amar. Eu posso me espelhar nos melhores clássicos, mas quando essa versão passar por mim, ela será distorcida pelos meus recortes emocionais, que vão estragar até a melhor das fantasias. Eu não sei amar. Eu só sei que amo, e isso é uma dor horrível, machucar quem você ama. Acordar num dia qualquer, e pensar se ela não estaria melhor sem você, porque francamente, você não sabe como amar, como agir, como agradar, só sabe ser você mesmo, e ser “isso” pode não ser o suficiente. Há uma musica assim, “I don’t know how to love” eu a conhecia faz tempo, mas só hoje consegui entender toda a dor que ela passava, toda a angustia de alguém que quer ser o melhor, mas não pode, porque isso simplesmente parece não fazer parte. Eu vi alguns filmes nos últimos dias, conheci algumas bandas novas, fiquei bêbado e fumei muitos cigarros, mas sobretudo, imaginei a mim mesmo aos 30, se iria fazer o tipinho “humanas, cigarros, apartamento pequeno no centro, pizza congelada e infelicidade”. Quando imagino isso, parece que meu futuro está certo e marcado para ser assim, solteirão aos 30. E por mais que tenha muito amor aqui dentro, é impossível saber como liberar e dar a alguém. Eu já misturei os assuntos, porque claro minha vida está misturada, e não sai nunca nada de bom ou novo. Eu apenas, não sei como amar. "