Eu não me arrependo do que fiz, eu não me arrependo de quem
amei. Posso ter alguns arrependimentos passageiros e superficiais, mas a
confluência de amor e arrependimento não andam juntos comigo. Meu coração está
pesado agora, e a decepção toma conta de mim. As lágrimas que meus olhos
carregam nesse momento nem se quer imaginei ser capaz de produzi-las. Mas sou
fraco, estou fraco e sensível e consigo ver que meu emocional ainda é leve como
uma pena.
Escrevo esse texto,
mais uma vez carregado de subjetividade, para mim mesmo. Como os outros, sempre
mal escritos e mal revisados, apenas quero me exorcizar desse medo. Eu confiei
e confiei muito, e sempre faço isso, deposito meu amor e minha vida em uma
conta falha e humana. Como disse, não me arrependo, mas acredito que eu poderia
tomar rumos menos dolorosos. Hermético eu não sou, e se antes julgava os que eram
, hoje os admiro e invejo. Bloqueados dessa dor térrea e mortal. Fechados para
aqueles que posteriormente causarão feridas.
O medo do futuro agora é devastador, e eu sei que tudo isso
será passado em breve, e que me tornarei outra pessoa, com novos objetivos, mas
por agora a decepção dói, a noção de uma possível perda é amarga e eu quero
desesperadamente voltar a um estágio feliz, onde nós éramos felizes e
simplesmente nos amávamos.
As linhas borradas continuam, e meu borro de vida está aqui
mais uma vez gritando e usando minhas mãos para se expressar.