domingo, 18 de agosto de 2013

Destinados?

   Talvez eu deva escrever sobre isso, você sabe, eu só escrevo o que eu sinto vontade. Eu estou com vontade agora, mas acima de tudo estou com vontade de você. Eu, depois desse tempo todo percebi o quanto eu te amo, o quanto eu quero você na minha vida. Eu nunca, nem nos meus maiores devaneios imaginei que pudesse ser tão apaixonado assim. Eu me culpava e ficava com medo do caminho que isso podia tomar, porque de certa forma eu sou ferido e todo inseguro, com medo da vida e do que ela pode me dar – ou tirar. Porém você é bom nisso, é bom em sugar inseguranças, colocar no lugar esperança e amor. Estou assim agora, o medo desvaneceu, o amor está mais intenso do que nunca. E eu quero você. E mesmo que isso me leve a um caminho sem volta, vai ser melhor do que não te ter. Eu compreendi que quando se ama alguém, não deve deixar isso passar. E você e eu, nós nascemos para brilhar juntos. Estou interessado em saber do futuro, as experiências que teremos, o sexo que viveremos, o amor compartilhado, e mesmo que aja – e existirá – brigas e incompreensão, no fim estaremos juntos. Deus talvez seja a figura mais sacana de todas, mas acima de qualquer temor eu sinto que estamos destinados a ficar juntos, e se eu estiver errado, que o meu lado sentimental e atemporal seja retirado de mim. O que eu sinto agora, depois da noite de introspecção de ontem é a certeza de que você me ama, de que você vai cuidar de mim, e eu de você; curar suas feridas, estar com você e nós dois juntos nos transformarmos nas pessoas felizes que agora eu vejo com clareza, estamos destinados a ser. 

domingo, 4 de agosto de 2013

Trauma

  Me peguei pensando em nós hoje, digo, no que a gente foi. Não muita coisa eu sei, e isso já faz um ano. Um ano completo que, se nós nos falamos, foi de uma maneira totalmente fria. Naquele agosto passado, em que nos conhecemos, você foi doce, gentil, fácil de conversar. Interessante e me arrisco a dizer, apaixonante. Naquele curto agosto, eu tentei sentir algo que eu estava fadado a não esquecer, eu tentei viver algo que até agora, meses e meses depois, ainda estou tentando sentir. Você apareceu em um momento sombrio da minha vida, eu estava carente, me sentindo só, afastado das pessoas. Você surgiu e me resgatou, mesmo que não soubesse, ou nem mesmo quisesse. Hoje, doze meses depois, me lembro daquele inverno. E tento criar teorias e teorias para minha falta de amor e esse vazio todo. Não me entenda mal, eu nunca te amei, eu nunca me apaixonei por você, eu queria muito isso, mas não aconteceu, mas a vida não se resume entre quem você se apaixonou ou não. Você foi especial. E me machucou, mesmo que eu não te amasse, quando você partiu de mim. Nesse agosto atual, eu estou só novamente, sem muita perspectiva também. Talvez mais maduro, não, com certeza mais maduro, mas ainda só. E eu decidi olhar o que a gente conversava. Olhei, e vi que nunca mais falei assim com ninguém, eu não entendi, mas parecia impossível. Então, entendi, ou pelo menos acredito que sim. Você me traumatizou. Estou meio perdido agora, longe de encontrar alguém especial, impossibilitado, eu não consigo e acho que a culpa é toda sua. Hermético. Não ando por aí depressivo ou triste, mas ando com um trauma de pessoas que se mostram interessadas em mim. É possível que isso aconteça de novo? Você, por mais que tenha desistido, fazia bem. Se isso acontecer, não cometerei os mesmos erros, se o trauma permanecer, eu não sei. Talvez eu morra, talvez eu viva a vida normalmente. Sem essa excitação que aconteceu naquele agosto.

“Você só me fez mudar,
Mas depois mudou de mim”.