domingo, 28 de julho de 2013

Ventos da mudança

   Estava pensando hoje sobre o ano passado, um ano incrível. Nas pessoas que conheci, nos lugares que fui. Sabe quando um ano já começa bom? E parece que só vai melhorar? A minoria dos anos é assim, sejamos francos, mas vendo o mar pela primeira vez eu só podia pensar que coisas boas estariam por vir. E estiveram. Meu contato com a noite, sempre cheio de resguardos, foi aumentando, até ela se tornar uma companheira, até eu querer tira-la para dançar. Pelas pessoas que conheci, foi maravilhoso também, pessoas que me levaram a um limite que eu não sabia ser capaz de atingir. Hoje, olho com saudades pra tudo, pra tudo que fiz, e agora quebrei tabus para fazer novamente. Pessoas que amei, amo e me marcaram intensamente, o quanto eu cresci. Todo mundo muda, mas nesse um ano talvez, eu tenha sofrido a minha maior mudança, em tão pouco tempo. Obrigado. É isso que eu digo, por mais que tenha me aproximado de coisas ruins também, eu sou alguém melhor agora, e aprendi que sempre devemos desejar o futuro, mas saber aproveitar o presente. Esse gostinho de coisa nova do ano passado, ele não está mais agora, pois já me acostumei com essa nova pele, mas a partir dessas mudanças eu saberei quando aproveitar as novas chegadas, de pessoas, de amores, de curtição sem limites e de responsabilidade também. Ano passado foi o novo, o criativo, o divertido, esse ano é o momento de espera, de ócio, de olhos parados. Estou em espera, ou melhor, estou à procura. Estou encontrando a vida a cada novo passo, e ela me encontra a cada novo sorriso, mas nós dois sabemos, que isso ainda é pequeno, e que grandes mudanças, mais cedo ou mais tarde, virão, porque nós, nós fomos feitos pra mudar.

Eu não sei amar

   Eu não sei amar. Isso é fato. Há um bilhão de coisas que penso sobre amor, e quero agir a respeito dele, mas definitivamente não sei amar. Eu posso me espelhar nos melhores clássicos, mas quando essa versão passar por mim, ela será distorcida pelos meus recortes emocionais, que vão estragar até a melhor das fantasias. Eu não sei amar. Eu só sei que amo, e isso é uma dor horrível, machucar quem você ama. Acordar num dia qualquer, e pensar se ela não estaria melhor sem você, porque francamente, você não sabe como amar, como agir, como agradar, só sabe ser você mesmo, e ser “isso” pode não ser o suficiente. Há uma musica assim, “I don’t know how to love” eu a conhecia faz tempo, mas só hoje consegui entender toda a dor que ela passava, toda a angustia de alguém que quer ser o melhor, mas não pode, porque isso simplesmente parece não fazer parte. Eu vi alguns filmes nos últimos dias, conheci algumas bandas novas, fiquei bêbado e fumei muitos cigarros, mas sobretudo, imaginei a mim mesmo aos 30, se iria fazer o tipinho “humanas, cigarros, apartamento pequeno no centro, pizza congelada e infelicidade”. Quando imagino isso, parece que meu futuro está certo e marcado para ser assim, solteirão aos 30. E por mais que tenha muito amor aqui dentro, é impossível saber como liberar e dar a alguém. Eu já misturei os assuntos, porque claro minha vida está misturada, e não sai nunca nada de bom ou novo. Eu apenas, não sei como amar. "