Essa semana eu dei um fim na gente. Ainda tinha
esperanças, ainda queria chamar sua atenção, ainda pensava que talvez pudéssemos
ser um casal. Evitei ao máximo pensar nessa palavra, “casal”, juro, mas não
deu. Tentei dizer pra mim mesmo que encontros casuais e tempinhos bacanas
juntos eram suficientes, mas não rolou. Eu percebi pelo que eu realmente tô em
busca. Pode até ser que no começo isso seja suficiente para mim, mas eu sempre
vou acabar exigindo mais das pessoas. E você não poderia me dar mais. Desde o
primeiro encontro eu percebi isso, percebi seu jeito descontraído de levar a
vida. Jeito esse que eu invejo muito, mas não consigo nem de perto ser. Não que
eu esteja cansado de viver casinhos, pelo contrário, consigo extrair tanto de
caras como você, que surgem do nada, porém caras como você que surgem do nada
me levam pro nada, e eu fico assim, por algumas semanas no limbo, com meus
amigos perguntando se tá tudo bem e eu dizendo que sim, rindo das piadas deles
como se realmente tivessem graça, vivendo como se eu quisesse realmente estar
em qualquer lugar que não no seu abraço. Vendo qualquer coisa que não seus
olhos, beijando qualquer coisa que não seus lábios.
Aceitei pra mim mesmo que me apaixono fácil, por
pequenas coisas e isso não tem nada de errado. É difícil, pois fico sempre
nessa de viver coisas pequenas, que não levam pra lugar nenhum a não ser eu triste,
cansado e querendo mais. Tô assim agora, mas enfim decidi que tenho que ir pra
próxima. De fato, me apaixonei por nossos momentos juntos, todos a minha volta
perceberam essa felicidade momentânea da qual desfrutei. Passou no momento que
eu comecei a querer mais e esbarrei no seu limite. O meu limite de amar é tão
infinito que eu esqueço que outras pessoas possuem barreiras.
Por um tempinho, olhar as árvores teve mais graça,
os pássaros eram mais engraçados, as pessoas mais bonitas. Hoje está tudo
normal de novo, e fico muito entristecido em saber que preciso de alguém pra me
fazer olhar pras coisas de forma diferente, mas isso não são pessoas, e sim
paixão, não é? Eu não vou falar que não sinto mais nada, que se você me enviar
uma mensagem eu não vou querer gritar que sim quero sair com você, e ir a seu
encontro e te destruir com meu amor, mas eu afirmo que sei que chegamos ao fim,
que se continuar só vou me machucar.
Obrigado por ter me dado experiências novas, por ter
feito meu ano um ano mais feliz. Te odeio por não me amar, por não me procurar
mais, mas por igual te amo por ter andado de mãos dadas comigo, por ter me
apresentado amigos seus, por ter me deixado beijar cada pedacinho do seu corpo.
Pode ser que você não me considere nada, que se alguém te perguntar se você
viveu alguma história interessante esse ano, eu nem esteja na lista, mas você meu
bem, por algumas semanas seguidas, foi tudo pra mim. E o meu tudo é grande
demais pra que eu ignore.