segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Fins

Me sinto uma péssima pessoa às vezes. Eu olho para minhas redes sociais e reconheço alguns rostos... Rostos esse que compartilhei histórias, risadas, umas infelicidades e momentos legais. Estas feições agora me cobram tempo, atenção, atitude. E eu não correspondo. Não tenho a mínima vontade de corresponder. Na minha jornada, ou se isso soar dramático demais, no caminho que segui e amadureci, me libertei de algumas amarras, da moralidade, dos julgamentos, de alguns preconceitos e superficialidades. E essas pessoas estão dentro disso. Elas me lembram dum ser que fui, mas não me reconheço mais. Então é isso sim, eu não quero mais ser amigo de vocês. Não temos nada em comum, e reconheço que temos uma história... Mas eu desisto dela. Não quero mais escrevê-la. Não negar, mas seguir em frente. Estou sendo um canalha, um ser desprezível, eu sei. É errado simplesmente me livrar das pessoas assim. As dispensa-las. Mas eu mudei, vocês não ou se mudaram, continuamos sem uma identificação significativa. Podemos seguir em frente? Podemos apenas curtir as fotos novas um do outro na rede social, sem forçar nada? Podemos parar de fingir que ainda temos algo em comum? Será mais fácil para todos. Aceitar que estamos em estágios diferentes agora. Amizades são relacionamentos, e não estão livres de desgastes, distanciamentos e fins. Fins. Peço perdão por usar essa palavra tão pesada, sem nem mesmo um atenuante, um eufemismo. Mas é isso, é fim. E zelo pelo que vivemos, mas... É hora de seguir em frente. 

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