Muito
se fala da tal geração Y, que atualmente esquenta o mercado profissional e é a
vanguarda da criatividade e inovação. Essa tal geração, diferente das outras,
não se contenta com pouco, não quer sentir-se presa. Não gosta de trabalhar em
escritórios e, se for para trabalhar, que tenha um playground para desanuviar a
cabeça e relaxar. É uma geração viciada em tecnologia, e-books, e que sonha em
ser YouTuber. Eles são o máximo e se acham o máximo. Mas daí, o tempo passa, e depois da Y vem uma ainda não tão falada, na qual eu que vos falo pertence,
chamada Z. Essa geração, que diferentes fontes afirmam diferentes anos para
começar, mas no geral inicia-se em 1995 ainda não está no mercado de trabalho,
nas rodinhas intelectuais, ou mudando muita coisa. Ainda engatinham na
graduação, em estágios e muitos ainda estão no ensino médio ocupados com, bem
coisas de ensino médio. Mas é aí que mora nossa questão fundamental: como
seremos? Como seremos quando tivermos a idade que hoje a tão aclamada e
perturbada Y está? Se eles já têm pouca paciência pro trabalho, se acham a
última bolacha do pacote e os inquestionáveis transformadores do mundo, o que
resta para a pobre, ingênua, e viciada em Snapchat geração Z?
A
princípio, como principal característica que afirmo termos, é a impaciência e o
tédio. Impaciência para fazermos coisas das quais não gostamos e acreditamos, e
tédio para levar a vida quando fazemos isso. Nesse pouco tempo de vida que
tenho, no auge dos meus 19 anos afirmo, que me enjoo fácil de qualquer coisa, e
com certeza um trabalho não seria diferente. Seria na nossa geração então o
término dos serviços chatos e burocráticos? Faremos uma revolução drástica no
mundo, onde todo mundo possa em fim, ser feliz? Queremos mesmo a felicidade?
Talvez
não. Talvez não sejamos assim tão de vanguarda como nossos veteranos Y, talvez
sejamos apenas ainda mais apáticos e individualistas, um aprofundamento do que
os Y hoje são. Quem sabe, talvez, mais politizados. Já que, na nossa geração tá
na moda defender minorias. É, pode ser que essa seja nossa diferença, uma
geração que lute por mais igualdade, um geração que trabalhe em escritórios,
mas escritórios cheios de diversidade. Porque, afinal, somos os maiores
consumistas e, consumimos acima de tudo diversidade. Tudo que é igual, fácil,
comum nos cansa e rapidamente repudiamos. Muito possivelmente se o capitalismo
e os Iluminati quiserem se manter no poder terão que dar espaço as exigências
dessa geração mimada, que mesmo individualista, quer ter o direito de fazer o
que quiser, com quem quiser e como bem entende.
Escrevendo
esse texto e pensando em todas as pessoas próximas da minha idade percebo
realmente essas semelhanças. Acho que por fim, posso dizer, que é cedo pra
afirmar que seremos assim ou assado em escritórios, ou que derrubaremos o
sistema porque não temos mais nada pra fazer, mas de fato, quando estivermos no
nosso auge que sabe lá Deus quando será, faremos um mundo onde as pessoas cagam
menos regra na vida do outro e todo mundo possa ser quem quiser. É, dá pra
dizer que essa é nossa principal bandeira e característica máxima. A gente quer
beijar quem quiser, dar liberdades pra quem quiser sem dar explicações pra
ninguém.
A
geração Y que me perdoe, mas ainda são um tanto caretas pro que temos em mente.
X e Babyboomers que se preparem, uma nova era está para começar, só não vê quem
não quer.
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